segunda-feira, 5 de março de 2012


Feliz é aquele que saboreia quando come...
enxerga quando olha...
dorme quando deita...
compreende quando reflete...
aceita-se e aceita a vida como ela é...
Há quem diga que felicidade depende,
antes de tudo, de bastar-se a si próprio;
de não depender de ajuda, de opinião e,
sobretudo, de não se deixar influenciar por ninguém.
Será mesmo?
Você pode imaginar uma pessoa assim?
Lao Tzé dizia:
“Grande amor, grande sofrimento;
pequeno amor, pequeno sofrimento;
não amor, não sofrimento”.
Pode imaginar você um homem sem paixão, sem desejos?
A felicidade, entendida assim,
não seria apenas um engôdo, algo contra a natureza humana?
Evidentemente!
Sem amor, sem paixão, que sentido teria a existência?
A felicidade é proporcional ao risco que se corre.
Quem se protege contra o sofrimento, protege-se contra a felicidade.
Quem se torna invulnerável, torna sem sentido a existência.
O homem feliz aceita ser vulnerável.
O homem feliz aceita depender dos outros,
mesmo pondo em risco sua própria felicidade.
É a condição do amor e de todas as relações humanas,
sem o que a vida não teria sentido.

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