sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012



“Sorrir com os olhos, falar pelos cotovelos,
meter os pés pelas mãos.
Em mim, a anatomia não faz o menor sentido.
Sou do tipo que lê um toque,
que observa com o coração
e caminha com os pés da imaginação.
Multiplico meus cinco sentidos por milhares
e me proponho a descobrir todos os dias
novas formas de sentir.
Quero o cheiro da felicidade,
o gosto da saudade, o olhar do novo,
a voz da razão e o toque da ternura.
Luto contra o óbvio, porque sei que dentro de mim
há um infinito de possibilidades
e embora sentimentos ruins também transitem por aqui,
sei que devo conduzi-los com a força do pensamento
até a porta de saída.
Decidi não delegar função para cada coisa que eu quero.
Nem definir o lugar adequado para tudo de bom que eu sinto.
Nossos sentimentos são seres vivos e decidem sem nos consultar.
A prova de que na vida, rótulos são dispensáveis
e sentimentos inclassificáveis.”

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